
Na primeira semana do filme nos cinemas já qiis me garantir e ir assistir na telona um bom filme brasileiro. Meu marido foi comigo. Rimos muito, filme divertido. Na segunda-feira seguinte um bla bla bla no trabalho dele me deixou intrigada: os homens de lá diziam que não levariam as esposas "de jeito nenhum" para o cinema. "Vejam só! dar mal exemplo?" Disseram que preferiam alugar "Entre Lençóis" para assistir com as patroas. E meu marido todo orgulhoso porque teve a ousadia de me levar (ele se garante, né?)
O menino me contou deste episódio e logo fiquei curiosa para assistir o filme preferido da turma dele. Alugamos. Quase dormimos. Não é por nada não, mas êta filme bobo. O tempo todo dentro de um quarto de motel Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira brigam e fazem amor, brigam e fazem amor, repetidas vezes. Me decepcionei. Aliás, me lembrei que homens são sempre homens só veem o exterior e, na maioria da vezes, esquecem o conteúdo. Muito melhor, me confessou meu queridíssimo, Divã, idéias circulando o tempo todo. Frases e sentimentos passeando bem a nossa frente. A escolha como tema principal. A coragem, verdade e sinceridade ganhando voz através da brilhante interpretação de Lília Cabral.
Ao autor/escritor de "Entre Lençóis", meus sinceros lamentos, mas falando-se de "Divã", um brinde á vida.

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